Quantas horas por dia realmente são necessárias para passar em concurso?

Deixa eu te fazer uma pergunta antes de qualquer coisa.

Quantas vezes você já abriu o Google e digitou alguma variação de “quantas horas por dia preciso estudar para passar”? Se você é concurseiro, eu aposto que já fez essa busca mais de uma vez. E provavelmente saiu de lá mais confuso do que entrou, porque um site diz quatro horas, outro jura que são oito, e tem aquele depoimento de aprovado que afirma ter estudado doze horas por dia, todo santo dia, durante dois anos.

Você fecha tudo aquilo se sentindo um fracasso. Porque você sabe que a sua vida real não comporta doze horas. Mal comporta quatro. E aí vem aquele pensamento venenoso: “Se passar exige tudo isso, talvez não seja para mim.”

Fica comigo até o fim deste artigo, porque eu vou te mostrar por que essa pergunta, do jeito que você está fazendo, é a pergunta errada. E quando você entende isso, tira um peso enorme das costas.

A pergunta que todo mundo faz e que não tem resposta única

“Quantas horas por dia preciso estudar?” é, provavelmente, a dúvida mais comum que chega até mim. E a resposta honesta, aquela que ninguém gosta de ouvir, é: depende.

Depende da sua base. Depende do concurso. Depende de quanto tempo você tem até a prova. Depende, principalmente, do que você faz dentro dessas horas. Duas pessoas podem sentar pelo mesmo tempo na mesma cadeira e ter resultados completamente diferentes. Uma sai dali tendo realmente aprendido. A outra só passou o tempo.

Por isso eu sempre digo aos meus alunos: pare de contar horas e comece a contar resultado. A pergunta certa não é “quanto tempo eu fiquei estudando”. É “o que eu efetivamente aprendi e consigo aplicar numa prova”.

Por que a contagem de horas engana você

A contagem de horas tem um problema sério. Ela mede a coisa errada.

A contagem de horas tem um problema sério. Ela mede a coisa errada.

Quando você cronometra o tempo de estudo, você passa a se sentir produtivo por estar sentado. Mas estar sentado não é estudar. Você pode passar três horas relendo um PDF, sublinhando frase bonita, fazendo resuminho colorido, e terminar sem reter quase nada. No papel, foram três horas de estudo. Na prática, foram três horas de estudo passivo, que é quase como não estudar.

Já vi isso acontecer dezenas de vezes na mentoria. O aluno me manda a planilha orgulhoso, cinco, seis horas por dia registradas, e quando a gente olha o desempenho em questões, está parado. O tempo está sendo gasto, mas no lugar errado e do jeito errado.

A hora, sozinha, não diz nada. Uma hora de questões com correção atenta vale por três horas de leitura passiva. Então, antes de aumentar o número de horas, pergunte-se se as horas que você já tem estão sendo bem usadas.

O mito das oito, dez, doze horas por dia

Você já deve ter visto aqueles relatos heroicos de gente que estudou doze horas por dia e passou. Eu não duvido que existam. Mas deixa eu te contar o que geralmente está por trás desses números.

Primeiro, muita gente conta como estudo o tempo total que ficou diante do material, incluindo pausa, celular, distração e cochilo. Doze horas anunciadas viram, na vida real, uma fração disso de estudo concentrado de verdade.

Segundo, e mais importante: nem todo mundo precisa disso, e a maioria das pessoas que tenta esse ritmo quebra. Você não foi feito para render doze horas de concentração por dia. Quase ninguém foi. Tentar isso por imitação é a receita mais rápida para o esgotamento, e candidato esgotado para de estudar. Eu prefiro mil vezes um aluno que mantém três ou quatro horas honestas todos os dias do que um que faz doze numa segunda e desaparece pelo resto da semana.

Como eu já expliquei no artigo sobre como estudar trabalhando o dia inteiro, constância vence intensidade. E isso vale para todo mundo, não só para quem tem pouco tempo.

Então qual é o número que funciona?

Eu sei que você quer um número. Todo mundo quer. Então vou te dar uma referência, mas com a condição de você ler o que vem depois dela.

Para a maioria das pessoas, em preparação séria, algo entre quatro e seis horas diárias de estudo concentrado, com boa qualidade, é mais do que suficiente para construir uma aprovação ao longo do tempo. Quem trabalha o dia inteiro consegue resultado com duas a três horas bem aproveitadas, somadas aos tempos mortos do dia. Quem está em tempo integral pode mirar um pouco mais, mas raramente vai sustentar mais de seis horas de foco real por muito tempo.

Agora, a condição. Esse número só funciona se for um número que você consegue repetir todos os dias. De nada adianta um teto altíssimo que você cumpre uma vez por semana. O número certo para você é o maior número que você consegue sustentar com constância, sem desabar. Comece por baixo, garanta a regularidade, e só então aumente.

Como saber se a sua hora está rendendo

Em vez de ficar obcecado com o relógio, eu quero que você passe a medir outras coisas. Essas, sim, dizem se o seu estudo está funcionando.

Quantas questões você fez hoje e qual foi o seu percentual de acerto? Está subindo ao longo das semanas? Você consegue lembrar, no dia seguinte, do que estudou ontem, ou o conteúdo evaporou? Quando você revisa, está reconhecendo a matéria ou parece que está vendo tudo pela primeira vez?

Essas perguntas valem muito mais que o cronômetro. Se o seu acerto em questões está crescendo e a revisão está ficando mais fácil, o seu tempo está bem investido, não importa se são três ou cinco horas. Se você estuda muito e nada disso melhora, o problema não é a quantidade de horas. É o método. E aí aumentar o tempo só vai te cansar mais sem te aproximar da aprovação.

O verdadeiro segredo: o que você faz dentro da hora

Quer mesmo extrair o máximo do seu tempo, seja ele muito ou pouco? Então pare de gastá-lo no que dá conforto e gaste no que dá resultado.

Estudo de verdade incomoda um pouco. É lei seca, é fazer questão e errar, é descobrir que você não sabia tanto quanto achava. Estudo confortável é reler resumo, assistir aula sem anotar, sublinhar texto bonito. O segundo te dá a sensação gostosa de produtividade e quase nenhum aprendizado. O primeiro é mais duro, mas é o que aprova.

Se você encher suas poucas ou muitas horas com lei seca, questões e revisão estratégica, vai precisar de menos tempo para ir mais longe. Esse é o segredo que ninguém te conta quando você pesquisa por número de horas. Não é sobre quanto tempo. É sobre o que você faz com ele.

Conclusão: troque a pergunta

Então, voltando ao início. “Quantas horas por dia preciso estudar para passar?” é uma pergunta que vai te deixar ansioso e nunca vai te dar uma resposta satisfatória, porque ela mede a coisa errada.

A pergunta que vai te levar à aprovação é outra: “estou usando bem o tempo que eu tenho?” Se a resposta for sim, e se você conseguir manter esse tempo com constância, mês após mês, o número de horas deixa de ser o problema. Tem gente passando com três horas honestas por dia, e tem gente reprovando com oito horas mal usadas. A diferença nunca está no relógio. Está no método.

Estudar mais não significa aprender mais. Guarde isso, e você já está na frente da maioria.

Se este artigo te ajudou a tirar um peso das costas, fica comigo para os próximos.

Me siga nas redes sociais e se inscreva no meu Canal do YouTube, onde eu falo toda semana sobre método, produtividade e estratégia para concursos policiais, sem fórmula mágica e sem aquele discurso de que basta ter força de vontade.

E se você sente que dedica horas, se esforça, mas não vê o seu desempenho subir do jeito que deveria, fala comigo. Esse descompasso entre esforço e resultado é exatamente o que a gente corrige todos os dias na Mentoria Inquérito da Aprovação.

Me chame no WhatsApp: https://wa.me/message/X3HCNFGQFBMEO1

Quantas horas por dia preciso estudar para passar em concurso?

Não existe número mágico. Para a maioria, quatro a seis horas de estudo concentrado e constante são suficientes. Quem trabalha consegue resultado com duas a três horas bem usadas. O que aprova é a qualidade e a constância, não o número.

Estudar mais horas aumenta minha chance de passar?

Não necessariamente. Mais horas mal usadas só cansam. Uma hora de questões com correção vale por três de leitura passiva. Antes de aumentar o tempo, melhore o uso do tempo que você já tem.

É verdade que aprovados estudam doze horas por dia?

Raramente é estudo concentrado real. Muita gente conta pausas e distrações dentro desse número. A maioria das pessoas não sustenta esse ritmo e acaba esgotada. Constância vence intensidade.

Como sei se minhas horas de estudo estão rendendo?

Pare de medir só o relógio. Meça o seu percentual de acerto em questões ao longo das semanas, se você lembra do conteúdo no dia seguinte e se a revisão está ficando mais fácil. Esses indicadores valem mais que o cronômetro.

Qual é a quantidade ideal de horas de estudo?

A ideal é a maior quantidade que você consegue manter todos os dias sem desabar. Comece por baixo, garanta a constância e só então aumente.

Todos os direitos reservados para Franco Defaveri Capacitação e Desenvolvimento Pessoal Ltda. CNPJ 50.074.835/0001-64.